não consigo mais escrever. estou passando duro e com falta de ousadia pela via da lamúria, e entregando-me a uma falta de contexto surpreendente. não consigo imaginar o quão difícil poderia ser dado somente às alusões, que me descrevem o braço vil da derrota e da falta de consenso feito para com minha paz, ou simplesmente minha falta de juízo, minha desmistificação. acredito que de importância seria caso eu rebatesse estes argumentos, estas falsas expectações, para o fundo das gavetas de remediações. elas não me trazem benefício, elas não me amparam quando tento soerguer meu próprio corpo convertido em suprema violência. não consigo imaginar como poderia ser, até que paro e observo. não tem truncagem, não tem brisa momentânea que te serve de sermão, para condizer com os belos fatos e com as possibilidades desta vida. talvez esteja amarrotado a contragosto, talvez realmente não seja possível desembrulhá-la e abrir-la ao aroma de uma doce verve, ou na melhor das hipóteses, talvez seja apenas uma mensagem em entrelinhas que sempre passa despercebida. talvez seja apenas o conteúdo massivo de um todo, que nasce do próprio fruto da intolerância, da falta de esperança para com o pai e seu semelhante, e da contrapartida de um gesto que não disse o que deveria dizer.
que viu mas não foi visto, ou que foi visto mas não pôde ver. olhar a vida na face é sempre assim, em frente à cara travestindo repúdio para com a dor que não quer ter. quando chego à conclusão de que o que mais interessa-me são as ações, e não os fatos, eu a tiro e atiro-a, da pele que trai os meus anos de idade à minha ausente mansidão, para esperar mais um pouco e não poder mais. é agora ou nunca - o que vem a ser, então, a maturação desta espera, seriam os últimos segundos no plano óbvio do meu coração, e dos abraços outorgados ao fim das dúvidas e dos tempos mesmos.
não tenho mais paciência para escrever, nem mesmo comedir minhas ações inabaláveis ao pacto franco desta suprema ética. resolver-me-ia em soluções de puro desgosto prematuro, de paixão energúmena e muquirana, de pranto retorcido e peculiar, para com quando não entendem minha dor. na verdade, o peculiar seria decifrá-la por completo compenetrado e exposto à matéria.
acabarás de morrer tu ou eu aqui no agora?, e quanto à dor que açoita corre o campo da tua confusão? afinal, onde está tua compaixão?, é pedir demais para me compreender completamente?