está muito claro que se espairecer seja um sumo de virtudes, quando aqui na câmara o amor se distrai, de barro e cimento se constrói a fortaleza dos seres. o cristo quis que eu amorfo ressuscitasse da cinza, da humildade para com minha própria força prevalecente, e do falso sermão para com a erudição dos sentimentos. não que minha boca esteja dura, ou que o torpor se torne algo reluzente ao quente coração; eu apenas não sei descrevê-lo em plenitude; balbucio uma palavra à criatura e somente a incerteza de uma verve se debruça onde escureço. no fogo cruzado, no mais de um menos indigente, inaugura-se o nome daquele que se morre entre a superfície e o âmago; e no fato das demoras, triviais e aflitas, torno-me translúcido ao banal que trina meu coração intransigente.
não que eu saiba o muito de uma certa displicência. na boa verdade, eu sei nada. no ofício de um amor constante, sentimental não é aquele que austero perdura, muito menos aquele que denota na infelicidade, na inflexão ao outorgar dos valores, um incompleto abraço. sinceramente, não tenho o dom de fincar os pés à superfície das coisas, do plano terreno e material, do precipício imundo de incríveis razões. é errado sentir muito?, querer no muito tudo aquilo que me completa perfeitamente?, ter no coração apenas o flanco que quando incorpora, se lambuza? cravo-me ao mundo, então, para amar com sabedoria. escrevo, apenas, os detalhes brancos, com um vasto vexame em pequeno e perpétuo sangue.
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